Em setembro deste ano, o Center for Board Effectiveness da Deloitte e o Center for Audit Quality (CAQ) publicaram a 5ª edição do relatório Audit Committee Practices Report, com 248 respostas de presidentes e membros de comitês de auditoria, majoritariamente de companhias abertas norte-americanas com valor de mercado igual ou superior a US$ 2 bilhões. Nesta edição, além de mapear as prioridades dos comitês para o próximo ano, a pesquisa passou a examinar se estes se sentem preparados para exercer a supervisão dos temas sob sua responsabilidade.
O levantamento mostrou que a gestão de riscos corporativos (GRC) apareceu pela primeira vez como a principal prioridade dos comitês, indicada por 39% dos respondentes, e que 54% afirmaram que seus comitês passaram a dedicar maior atenção a riscos emergentes no último ano. A cibersegurança seguiu como o tema mais citado entre as três maiores prioridades, mencionado por 87%, padrão que se repete há cinco edições.
Na governança de inteligência artificial, a pesquisa registrou diferença entre prioridade e confiança. O tema foi indicado entre as três principais prioridades por 75% dos respondentes, em comparação com 35% na edição anterior, enquanto 56% se disseram confiantes na capacidade do comitê de supervisioná-lo, o menor índice entre todas as áreas pesquisadas.
O relatório também apontou que tecnologia, incluindo IA, foi indicada por 70% dos respondentes como a habilidade mais necessária para aumentar a efetividade do comitê. Como principal oportunidade de aprimoramento, os comitês indicaram a maior qualidade da discussão e do questionamento durante as reuniões, citada por 41%.