Conduzida entre junho e setembro de 2026 pela Stanford Graduate School of Business, pelo Rock Center for Corporate Governance e pelo Governance of Organizations Working Group, a pesquisa CEO Activism Survey 2026 reuniu uma amostra de 2.807 respondentes nos Estados Unidos para investigar a percepção do público sobre o posicionamento de CEOs em questões sociais, ambientais e políticas.
A parcela favorável a esse posicionamento caiu de 65% em 2018 para 55% em 2026. No entanto, quando as questões afetam diretamente a empresa ou seus empregados, o percentual alcança 76%, ante 72% em 2018.
Os resultados também indicam possíveis efeitos comerciais. Entre os respondentes, 76% declararam menor probabilidade de comprar de uma empresa quando discordam da posição de seu CEO, enquanto 75% relataram maior probabilidade quando concordam. Além disso, 62% mencionaram espontaneamente um produto ou serviço que deixaram de usar ou passaram a usar menos em razão do posicionamento adotado, enquanto 40% citaram um produto ou serviço que começaram a usar ou passaram a utilizar com maior frequência.
Segundo o estudo, posicionamentos públicos podem aproximar determinados públicos e afastar outros, e a associação com a reputação da empresa pode permanecer por anos. Executivos e conselhos devem avaliar se o tema afeta materialmente a organização ou seus empregados, as possíveis reações dos diferentes públicos e se os benefícios esperados justificam os riscos reputacionais e comerciais de longo prazo.
A pesquisa
CEO Activism Survey 2026 está disponível no site da Stanford Graduate School of Business.
Clique aqui para conferir.