Carlos Eduardo Lessa Brandão comenta mudanças no relatório anual do IBGC

Para conselheiro e coordenador do Comitê de Auditoria e Riscos, elaboração de nova matriz de materialidade foi essencial para avanço na prestação de contas

  • 06/03/2020
  • Equipe IBGC
  • Bate-papo
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Carlos Eduardo Lessa Brandão, conselheiro de administração e coordenador do Comitê de Auditoria e Riscos do IBGC

Os princípios de materialidade e o contexto da sustentabilidade promovidos pela Global Reporting Initiative (GRI) vêm guiando a prestação de contas do IBGC à sociedade há vários anos. 

Recentemente, o instituto deu mais um passo na direção do aperfeiçoamento desse instrumento de comunicação com stakeholders ao incluir, no relatório anual referente às atividades de 2019, uma revisão de sua matriz de materialidade ASG (temas Ambientais, Sociais e de Governança). O trabalho foi desenvolvido com a consultoria da Report Sustentabilidade.

Carlos Eduardo Lessa Brandão, conselheiro de administração e coordenador do Comitê de Auditoria e Riscos do IBGC, detalhou ao Blog a importância do trabalho e as preocupações acerca de um relatório alinhado a temas ASG –  tidos como primordiais para a organização. Acompanhe a seguir:

Blog IBGC: Por que uma renovação da matriz de materialidade é importante? 

Carlos Eduardo Lessa Brandão: A ideia da matriz de materialidade é colher a percepção de temas estratégicos para a entidade junto a agentes internos e externos. O resultado desse levantamento fornece aos tomadores de decisão um melhor entendimento do contexto das atividades da organização, contribuindo para aumentar a qualidade das decisões, levando em conta de forma consistente as questões ASG. Não à toa, o IBGC foi a primeira ONG da América Sul a utilizar as normas da GRI.

Qual foi o papel do conselho de administração do IBGC na elaboração desta edição do relatório anual?

Pela primeira vez na história do instituto, o relatório anual passou pela análise do Comitê de Auditoria e Riscos, combinada com a supervisão do nosso conselho de administração. A matriz de materialidade ASG enriqueceu a análise da matriz de riscos do IBGC. Trata-se de uma abordagem essencial para que esses temas entrem de forma consistente no coração do processo de tomada de decisão estratégica das organizações. Recomendo a leitura de um artigo de autoria do Comitê de Sustentabilidade do IBGC, que tratou do papel do conselho de administração nas questões ASG.

Você acredita que relatórios calcados em questões ASG sejam tendência? 

Vejo a retomada dos temas ASG como uma onda corporativa e espero que essa movimentação se transforme em tendência. No IBGC, desde 2007 essa preocupação é permanente. Além do uso das normas da GRI, a produção do relatório anual levou em conta os princípios propostos pelo IIRC (International Integrated Reporting Council), buscando produzir um relatório conciso, abrangente e integrado. 

Os ODS da ONU também fazem parte do relatório de 2019. O que isso significa?  

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU) sugerem ações de transformação global, que melhorem a vida das pessoas em todo o mundo até 2030. No relatório do IBGC, consideramos essa agenda e adaptamos as contribuições que estavam ao alcance da alta administração do instituto. 

Algumas metas específicas dos ODS estão alinhadas a temas estratégicos do instituto envolvendo, por exemplo, a redução da corrupção e o suborno em todas as suas formas, a garantia da participação plena e efetiva das mulheres em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública e a promoção do desenvolvimento de instituições eficazes, responsáveis e transparentes em todos os níveis. 


Baixe o relatório do IBGC na íntegra

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