O instituto atua na elaboração de pesquisas, no desenvolvimento de publicações e na difusão de conteúdo produzido por parceiros. No último mês, o
Portal do Conhecimento, plataforma que reúne todos esses conteúdos do IBGC, publicou a edição 2021 do
Board Index Brasil, que traz informações sobre as tendências e práticas de governança de empresas listadas nos segmentos especiais da B3.
Integram as publicações, o artigo que mostra os dilemas éticos e a importância de uma mensagem clara da alta administração neste sentido. A segurança cibernética é outro tema que se consolida cada vez mais na discussão do Conselho de Administração e é representada no período pelo artigo da Comissão de Governança Corporativa em Instituições Financeiras com ênfase também na proteção de dados. Confira a seguir, o resumo de cada publicação e clique nos títulos para acessá-las:
1) Em sua sexta edição, o
Board Index Brasil 2021 inclui dados sobre a composição dos Conselhos, Comitês e práticas de Governança Corporativa; além disso, traz dados a respeito do background setorial e funcional dos Conselheiros. O objetivo foi mapear a composição, processos e remuneração dos Conselhos de Administração de empresas brasileiras listadas nos segmentos diferenciados da B3. Foram analisadas 211 empresas listadas: 164 empresas no Novo Mercado, 21 empresas no Nível 2 e 26 empresas no Nível 1.
No tema da diversidade de gênero, a pesquisa mostra que 14,3% das posições em Conselho são ocupadas por mulheres, contra 11,5% em 2020.Sobre independência e renovação dos conselhos, o CEO participa dos Conselhos das próprias empresas em 37% do total de companhias. Em 2020, este número era de 35% do total de empresas. Sobre a presença de comitês de assessoramento, 61% das empresas apresentam Comitês de temas ligados a Pessoas, Gente, RHDO, Cultura e Remuneração. Em 2020, o percentual desses Comitês era de 55%.
A expressão que se refere à importância da comunicação e das boas atitudes da alta administração é o título do artigo elaborado por membros da Comissão de Gerenciamento de Riscos Corporativos. A discussão foca nos “dilemas éticos” e em exemplos de ações e estratégias que se implementadas, com apoio ativo do topo, podem contribuir na gestão efetiva de riscos éticos enfrentados pelas organizações.
São abordados a importância da cultura organizacional, o comprometimento e a responsabilidade do topo, ao apoiar a implantação de uma estrutura integrada entre as diferentes linhas, com comunicação fluída, treinamento e monitoramento permanente. Para os autores a adoção de padrões de ética e integridade nas organizações é uma jornada que se consolida cada vez mais e pode fazer a diferença no negócio.
O artigo, por sua vez, elaborado pela Comissão de Governança Corporativa em Instituições Financeiras mostra que apesar do grande esforço das equipes de tecnologia em implementar defesas nas organizações, os invasores têm explorado novas oportunidades que surgem de lacunas de segurança, erros de configuração não intencionais e falhas de monitoramento, entre outras causas não observadas pelas estruturas de controles internos, compliance e auditoria interna.
Nesse sentido, os autores sugerem que é razoável que as organizações pensem sobre os principais aprimoramentos de segurança, “não descuidando dos aspectos relativos aos controles, gestão de riscos, conformidade e governança”, escrevem.