Aproximar a governança corporativa da realidade das empresas da região e ampliar o acesso a boas práticas de gestão: Ronaldo Guedes, novo coordenador-geral do Núcleo Centro-Oeste do IBGC, fala sobre os planos para fortalecer a atuação regional do instituto, com foco em empresas familiares, negócios do agronegócio e organizações em expansão. Também destaca a importância de adaptar os princípios da governança ao contexto de cada negócio, contribuindo para decisões mais conscientes, melhores resultados e a perenidade das organizações. Confira a seguir.
BLOG IBGC: Quais são as prioridades e os principais planos que você pretende destacar para o Núcleo Centro-Oeste do IBGC?
Ronaldo Guedes: Nossa prioridade no Núcleo Centro-Oeste é aproximar a governança corporativa da realidade das empresas locais, especialmente as empresas familiares, os negócios do agronegócio e as organizações em fase de expansão em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia. Queremos desmistificar a ideia de que governança é um conceito distante ou restrito a grandes corporações de capital aberto. Nossos planos estão centrados em oferecer soluções práticas e adequadas à maturidade e contexto de cada organização, fortalecendo a capacitação e o relacionamento entre conselheiros e executivos. Queremos que a governança seja vista como um fator relevante na melhoria da performance e perenidade dos negócios do Centro-Oeste, Tocantins e Rondônia.
Quais aprendizados e experiências no campo da governança corporativa você considera fundamentais para liderar?
Ao longo da minha trajetória na consultoria de gestão, na facilitação de planejamentos estratégicos e na atuação em conselhos, aprendi que governança não é sobre burocracia, mas sim sobre clareza de papéis, alinhamento de expectativas e tomada de decisão consciente. Liderar essa frente exige saber ouvir para construir consensos entre sócios, adaptar os princípios da governança à cultura e ao momento real de cada empresa, e garantir que as estruturas de conselho atuem de forma conectada à estratégia, e não apenas como órgãos fiscalizadores. É com essa visão orientada a resultados e sem fórmulas prontas que assumo o compromisso de apoiar o desenvolvimento das lideranças e das organizações da nossa região.